
Acessado em http://www.wulffmorgenthaler.com
Tradução livre por Thiago Locutor
Teve uma vez que um peixe meu fugiu...
11 horas de ônibus? Impossível não descer um pouco melancólico.
Foram tantas horas sozinho, afundado em pensamentos, que memórias, sonhos, decepções vêem todos dividir um pouco de sua atenção enquanto o mato parece correr lá fora.
Sou do tipo que puxa conversa. Ônibus é um lugar péssimo para se conversar com estranhos. Ali, presos, pra onde fugir, onde “pegar mais bebida” ou ainda, onde “procurar minha irmã”? Se a conversa está ruim ou caminha para isso, os interlocutores estão presos naquela caixa de ferra a
Durante anos, absorto no silencio, me incomodei com as conversas altas, os bêbados cantando e a velha reclamando de dores na bacia, “culpa do sereno” dizia. Mas fui crescendo e no meio de tanto o que aprendi, percebi que a graduação de volume ia de 0 à 100 e que 100 é bem alto. Claro que corro o risco de ficar surdo qualquer hora dessas, mas se é para ouvir o que vinha ouvindo, talvez melhor ser surdo mesmo.
Mas nenhum dos problemas de um viajante se compara à tradicional poluição olfativa. Dessa, não se escapa. As narinas pregadas no pulso do perfume. A disfarçada camisa sobre o nariz. A janela arreganhada. No final das contas é impossível fugir do cheiro. Também, quem mandou sentar do lado do velho do pito e da tia do bigode. Mas péra aí, eu não sentei do lado deles, eles sentaram do meu! Então, quem mandou nascer pobre, agora agüenta o ônibus.
Era fácil de imaginar um jovem pilotando aquela bicicleta.
Azul, prateado e branco, cores modernas que traziam um ar despojado. O gosto adolescente por personalização era claro nos adesivos de desenhos da década de 90, amortecedores em aço escovado e os chifres, como extensões dos guidões, carregavam a imagem esportiva. A bicicleta era bem cuidada, limpa. Claro onde devia ser clara, escuro onde devia ser escura.
O desenho do esquadro era simples, “sofisticado” suponho que o dono diria. Um triângulo que formava seu lado reto nas primeiras coroas ligadas ao pedal. As juntas tinham a solda bem aparada, um capricho para aqueles que fazem questão de um bom produto.
A bicicleta era uma máquina perfeita para o transito, fácil de imaginar, respeitosa, deslizando apesar das ruas pouco cuidadas da cidade. Espelho retrovisor circular no lado esquerdo, campainha discreta no direito: aparatos exigidos pela legislação.
O banco era um show à parte. Uma seqüência de “moderno”, “aerodinâmico”, “estrutura de carbono”, “silicone” seria ouvida de um entendedor. Não que o assento precisasse de um para conhecer seu lugar. Afinal, ficava ali, acima de tudo, na posição de destaque para aquele capaz de guiar a máquina.
Só quem já levou um tombo, sabe como doem os joelhos. O desconforto de preparar-se para levantar. A humilhação de ver os outros na perspectiva do chão. O coração que não para, assustado pela queda. O orgulho ferido de ser traído pelas próprias pernas.
Sempre fui sonhador. Mas passo a passo os sonhos vão se transformando em esperanças até se definharem em desilusões.
Primeiro descobri que sozinho não poderia mudar o mundo. Depois, que poucos estariam dispostos a juntar forças comigo para fazer algo diferente. O universo não quer ser mudado.
Depois achei que as pessoas eram boas. Diminui meus padrões para me acomodar na ilusão de que a educação era um bem universal. Agora, esquecido, a verdade injusta é que poucos se importam com muitos. A maioria só tem um foco na vida, o próprio umbigo.
Por palavras não ditas, amigos vão ficando para trás. E cada uma dessas folhas que voaram da árvore seca, podem até dançar nos ares, como se mais leves que penas não precisassem de asas. Mas no final, de certeza só se tem a queda.
Decepcionado, triste e magoado o sol nasceu pálido abaixo das nuvens. Veio, olhou, não se importou e voltou a se esconder. Por que a escuridão? Perguntaram os olhos.
Porque não há mais razão para luz. Não há mais motivos para sonhar.
Aprendi hoje mais uma lição: que de poucos pode-se esperar.
Sempre quis escrever um texto sobre o feminismo e o papel da mulher na sociedade. Em duas oportunidades as palavras chegaram à ponta da língua, mas desisti. A primeira delas foi quando eu li um texto fantástico no “Mulher contrariada” da minha grande amiga Angélica e a segunda, quando me disseram que eu era um pouco machista. Pois bem, hora de esclarecer o que eu penso sobre o assunto.
Antes de mais nada, a inspiração e as citações para esse post foram coletadas no “no mínimo ׀ Contemporânea”, escrito por Carla Rodrigues (pode ser acessado aqui: http://contemporanea.nominimo.com.br/).
Em visita ao Brasil, o papa Bento XVI declarou ao povo brasileiro “as mães que querem dedicar-se plenamente à educação de seus filhos e ao serviço da família têm de gozar das condições necessárias para poder fazer, com o direito de contar com o apoio do Estado. O papel das mães é fundamental para o futuro da sociedade.”
Em uma boa estratégia semântica, o líder da igreja católica deixou claro “as mães que querem”. Esse é o ponto fundamental de onde nasce a dualidade incoerente do pensamento feminista.
A revolução feminina da segunda metade do século passado levantou a pertinente bandeira da igualdade entre os sexos. A equidade entre homens e mulheres deveria ser alcançada em todos os níveis da sociedade, estendendo-se da vida doméstica ao mercado de trabalho. Mas a posição masculina na vida pública foi desproporcionalmente focada nesse processo. Era legítimo que as mulheres pudessem ter o mesmo status social que os homens na vida social, mas isso não implica que esse status é superior ao feminino. A posição no mercado, salários, foram sobrepostos as funções domésticas e maternas, pressionando que as mulheres “alcançassem” sua posição lado-a-lado aos homens. Essa foi a grande falha.
O raciocínio deveria ter sido, desde o principio, em estruturar um mercado que permitissem as mulheres ter condições de trabalho iguais as masculinas, bem como valorizando, na mesma proporção, aquelas que escolhessem a vida doméstica. Pensamento este, que deve ser aplicado, na mesma instância, para os homens.
Sustentar uma casa, nos termos contemporâneos, é importante. Mas garantir a boa educação dos filhos, principalmente numa época de distúrbios éticos e morais, é igualmente necessário para se construir o país.
Nota da ilustração: Impossível não lembrar do paralelo com a obra "A liberdade guia o povo" (tradução livre).

“De todos suas habilidades, para todos suas necessidades”.
Além da retórica, a estrutura comunista é linda, apaixonante. Através dela, uma sociedade igualitária é possível. Mas a tentativa de aplicá-la foi um desastre. Um engano semântico significou morte, dor, sofrimento, nas proporções já tão acostumadas pelos seres bíblicos.
Uma sociedade igualitária não quer dizer uma sociedade de iguais. O erro soviético foi pensar o homem a imagem de seu próximo. Mas apesar de semelhantes, não queremos ser iguais.
Nem todos são operários, nem todos são Estado.
Outras formas de dominação foram tão bem sucedidas porque manteram isso claro. Livre arbítrio, democracia, a verdade pluralista do liberalismo. Manter a idéia da escolha é essencial.
Permitindo que possamos fazer nossas próprias vidas, a escolha pode ser condicionada ao certo e ao errado, mas ainda assim há uma escolha. Nossas decisões podem significar que não haja mudanças, nossa vontade pode simplesmente corroborar a sucessão infindável de fatos que mantêm a estrutura intacta. Mas enquanto houver a possibilidade, a liberdade de escolha, estaremos de “comum” acordo.
Livres somos felizes. Marx sabia disso. Mas talvez tenha faltado uma nota explicativa de sua “sociedade igualitária”.
Por tudo isso, tenho como um dos meus filmes favoritos “A Vila”. O filme não é nada sobre vila e monstros. Mas sobre homens e monstros. É sobre controle em suas fundações. Sobre medo, sobre monstros, sobres cores e sons. A Vila é o retrato de uma sociedade que esconde sua natureza animal trancafiando-se em regras e sonhos.
A Vila nos joga na cara que algumas verdades são exclusivas para os cegos. E que tudo parece lindo e emocionante ao som de uma boa música. Deixem os violinos contar a história.
1) Utilize a web para ver TV
Algumas pessoas gastam horas por dia vendo reality shows que não levam a nada. Para otimizar o tempo de televisão, programe-se antecipadamente. Veja os programas que você pode querer ver e grave-os utilizando uma placa de captura. Alguns modelos automatizam a ação, semelhante ao TiVo. Assim você não perde tempo com comerciais ou buscando algo para assistir.
2) Filtre seu tempo online
Quanto do seu tempo livre você utiliza vendo bobagens online, apagando spam e "caçando" sites? Corte este tempo ao utilizar filtros de spam para email, condense seu tempo de visitação de blogs ao assiná-los via RSS e prometa a si mesmo que deixará de ver aquele monte de vídeos horríveis de bobagens que circulam pela Internet.
3) Crie um combo entre exercícios e leituras
Se voce lê revistas de notícias e jornais e além disso se exercita, você pode combiná-los para ganhar pelo menos uma hora no seu dia. O segredo é substituir as leituras diárias por podcasts informativos e ouvi-los enquanto caminha, ou levanta pesos. É bem provável que as publicações que você lê tenham versões em Podcast. Assim você economiza dinheiro, ajuda o meio-ambiente e economiza tempo de leitura (porque dá para escutar enquanto se faz outras coisas).
4) Otimize seu horário levantando mais cedo
Economize uma hora por dia levantando e indo para a cama três horas mais cedo. Se você está acostumado a levantar às 7h e ir para a cama às 12h, desenvolva o hábito de acordar às 4h e ir para a cama às 21h. Assim você pode trabalhar três horas enquanto os outros estão ociosos, tendo melhor produtividade e sem interrupções por conta de reuniões, ligações e email. Além disso, você evita o trânsito caótico.
1.Se é verde , é biologia.27.Lei do usuário
2.Se fede , é química.
3.Se não funciona , é fisica.
65. Afirmação de Hoover
1. Nunca fique na mesma trincheira com alguém mais valente que você.
2. Nenhum plano de batalha sobrevive a um contato com o inimigo.
3. Fogo amigo não é amigo.
4. A coisa mais perigosa na zona de combate é um oficial com um mapa.
5. O problema em usar a saída mais fácil e que ela já foi minada pelo inimigo.
6. O companheirismo é essencial à sobrevivência. Ele dá ao inimigo outra pessoa em quem atirar.
7. Quanto mais você avança em suas posições, menor é a distância da artilharia do inimigo.
8. O fogo do inimigo tem a preferencial.
9. Se você avança facilmente, você está indo para uma emboscada.
10. O quartel tem apenas dois tamanhos: pequeno demais e grande demais.
11. Se você precisa de um oficial urgente, tire uma soneca.
12. O único lugar onde o cessar fogo funciona é em quando ele é usado em posições abandonadas. 13. A única coisa mais certeira que o fogo inimigo é o fogo amigo.
14. Não existe nada mais agradável do que quando alguém atira em você, e erra.
15. Se seu sargento consegue lhe ver, o inimigo também.
1. Interpretar a experiência incorretamente78. Terceira lei de Finagle
2. Falsificar sua experiência ou
3. Acreditar que ela justifica a sua própria teoria.
1. Todo programa, quando acabado, estará obsoleto.91. Lei de Glatum da Aquisição Materialística
2. Todo programa custa mais e demora mais tempo.
3. Se um programa é útil, ele deve ser modificado.
4. Se um programa é inútil, ele deve ser documentado.
5. Os programas expandem de forma a encher toda a memória disponível.
6. O valor de um programa é proporcional ao peso de seus relatórios.
7. A complexidade de um programa cresce até exceder a capacidade do programador que deve mantê-lo.
8. Todo programa não trivial possui pelo menos um bug.
9. Erros não-detectáveis são infinitos , ao contrário dos erros detectáveis que são, por definição, limitados.
10. Adicionar mais pessoas a um projeto de software atrasado o tornará ainda mais atrasado.